Por falar em biblioteca.
No primeiro piso da Fiesp da av. Paulista o acervo foi doação dos barões da indústria. Embora conte com alguns clássicos, merecem atenção os volumes de enciclopédias fotograficas e em muito se assemelham as mesas de reuunião/criação das agências de propaganda, abarrotadas de toda sorte de escolas de imagens do mundo todo para inspirarem os monges do mercado. Nunca vi um Jorge Amado nestas ou sobre as mesas do Fischer ou Justus, e duvido que isto tenha acontecido nos 18 que durou seu casamento. Ai reside uma parte significativa do doce desprezo às forças do mercado por alguns nobres autores construidores de imagens escritas, ao contrário de outros que se denomiman multimedia communicator, porque, além de escrever, são versados em se comunicar em outras mídias pós-Schopenhauer e que alguns insistem em negar, assim como era cool para o pessoal de marketing rejeitar o mac depois o sacrilegenteo pc. Tudo isso a menos de 20 anos, mas no século passado..
A frieza do prédio de aço do centro financeiro do pais destoa das encantadoras obras de arquitetura norte americanas ou européias, passando pela cubana e outras regiões do planeta. Sem falar nos clássicos do erotismo e as principais obras de artes bélicas onde Sebastião Salgado é presença obrigatória.
Só agora ousei pensar se Sebastião Salgado bate carteirinha na biblioteca Mario de Andrande já que nunca entrei ali atrás de imagens prontas. Alguem teria que contruí-las na minha mente.
Nunca mais encontrei outra biblioteca com o DNA de um publico/renda/mercado, e esta experiência ao fato de que os escritores, com ou sem palavras, estão unidos pelo mesmo objeto - o livro - mas o segundo escapam dos três perfis de Schopenhauer e nem por isto tem menos importância na sociedade moderna baseada em palavras sem letras. Estáticas ou dinãmicas. Em 1, 2 ou 3D. Portanto, não é surpresa a Academia contar membros que comunicam imagens e não pensamentos abstratos, uma bela arte, porém diametralmente oposta ao que nos une desde os tempos das carvernas, passando pela força que a imagem exerce na fé cristã. Excessão os discípulos 2.0.
Schopenhauer (Danzig, 22 de Fevereiro 1788 — Frankfurt, 21 de Setembro 1860) foi um filósofo alemão do século XIX, mas não no século XVIII, ao passo que aqui neste fórum, aguns são candidatos a se-lo em dois séculos.
Seu pensamento é caracterizado por não se encaixar em nenhum dos grandes sistemas de sua época. Sua obra principal é O mundo como vontade e representação (1819), embora o seu livro Parerga e Paralipomena (1851) seja o mais conhecido. Schopenhauer foi o filósofo que introduziu o Budismo e o pensamento indiano na metafísica alemã. Ficou conhecido por seu pessimismo e entendia o Budismo como uma confirmação dessa visão. Schopenhauer também combateu fortemente a filosofia hegeliana e influenciou fortemente o pensamento de Friedrich Nietzsche, no entanto, a citação à obveidade termina quando as escritas sem palavras surgem em 1826, ano em que é reconhecida e atribuída a primeira fotografia ao francês Joseph Nicéphore Niépce. Certamente que as escritas sem palavras já existiam antes disto, mas a evolução da técnica foi o elemento chave que faltava para industrializar a forma de produzir e distribuir o mundo em uma , e posteriormente em duas vias.
Contudo, a invenção da fotografia não é obra de um só autor, assim como não são as obras dos tres perfis descritos por Schopenhaur, embora possa parecer assim, mesmo que, para o mais nobre autor,este só terá replicação depois que seu publico for domesticado.
Felizmente Schopenhauer não teve tempo para absorver os impactos das escritas sem palavras e foi um dos últimos que contribui para o não atrofiamento do ato de pensar sem imagens, portanto, o pensamento visual contribui para que todo filósofo, hoje, caia na tentação de comunicar imagens e não abstrações, o que torna o ato de pensar numa infração.
Em 2011 foi inaugurada as primeiras bibliotecas em presídios.
Contudo, não podemos esquecer que trabalho no ocidente é escrever e blogar enquanto no oriente é ralar.
Depois que descobrimos como transferir o trabalho para a China estamos prevendo quando e como seremos castigados pelo ato de escrever.